domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gerês - Panorâmico





Serra. Sempre que me encontro aqui, quando chega este dia, perco-me pelas fragas.
Vou fazer anos à Calcedónia, ao Cabril ou à Borrajeira – aos picos mais altos da Montanha.
Que ao menos o espírito, que vai morrendo no corpo, tenha assim um vislumbre de ressurreição.


M. T.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Óbidos





Quem por ti, Óbidos, passa,
Sente o fascínio do tempo,
Ao evocar a desgraça
Das guerras, cuja ameaça
Vinha nas vozes do vento.
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Mantens cercadas de ameias
Ruas estreitas, vielas.
Mas o fluir das ideias
Que, sem fragor, incendeias,
Não cabem lá dentro delas.
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Contam teus muros histórias
De sangue, heróis e pelejas,
De resistência, vitórias.
E, dessas tuas memórias,
Renasces, como desejas.

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Vítor Cintra

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Castelos









Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo quero o infinito,
Fazendo, nada é verdade
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço…
Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além….
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e seio bem.
FP